terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Hanna


Hanna não é uma garota comum. Criada por seu pai, um ex-agente da CIA no ponto mais remoto da Finlândia, ela tem a força, a resistência e o instinto aguçado de um soldado. Sua educação e treinamento tem o mesmo objetivo: tudo funciona para fazer dela a assassina perfeita. O momento decisivo da sua adolescência é muito intenso: enviada por seu pai para cumprir uma missão, Hanna viaja escondida pelo norte da África e pela Europa iludindo agentes secretos e assassinos clandestinos que se reportam a uma espiã implacável que esconde segredos sobre ela mesma. Quanto mais próxima de seu objetivo final, Hanna tem que lidar não só com inimigos poderosos, mas também precisa enfrentar revelações alarmantes sobre sua própria existência. Hanna foi o tipo de filme que desde o começo me chamou muito a atenção, primeiro porque me lembra diretamente "Nikita", para quem não se lembra ela era uma assassina profissional treinada que brigava horrores e matava geral, muitos filmes e series foram baseadas nela ( por sinal tem uma em exibição na tv a cabo), segundo eu achei muito interessante as imagens e em terceiro Hanna é quase uma criança fiquei imaginando como ela iria enfrentar um batalhão da CIA?
E foi por essas três razões que resolvi apreciar o filme, pois bem uma vez que comecei não consegui desgrudar meus olhos da tv, todo fã de filme de ação ou de pancadaria ( que afinal da no mesmo) deveria ver esse filme. Cate Blanchett não poderia dar o tom mais perfeito a uma vilã, fiquei até com medo do filme fica um tanto previsível uma vez que a história não é tão inédita assim, entretanto o elenco contribuiu muito para o desenvolver e fácil aceitação dos personagens.
Saoirse Ronan é simplesmente perfeita no papel título do filme, Hanna ao mesmo tempo que é agressiva, rápida e mortal é também doce, inocente e pura muitas vezes tudo isso cria pedaços de uma personalidade única que nas mãos de outra atriz poderia não ter dado tão certo como na mão de Ronan.
E por último claro que a direção não poderia ser melhor, Joe Wright o mesmo já foi indicado ao Oscar, por duas vezes, com os filmes Orgulho & Preconceito e Desejo e Reparação, além de outras seis indicações, ele também foi vencedor de 3 prêmios na BAFTA (por Charles II: The Power & the Passion e Pride & Prejudice) e uma indicação ao Globo de Ouro (por Atonement)tá bom? Eric Banna também não deixa a desejar com o pai de Hanna, treinando a filha para matar mas esqueceu de treina-la para viver, o contraste bem interessante foi em uma cena que a menina fica apavorada com a televisão, encantada com a música e com medo do chuveiro. Para mim foi um dos melhores filmes de ação do ano! Fica a dica.

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