" Não Pare na Pista" aparece como a biografia não contada de Paulo Coelho, logicamente o nome de Paulo já é uma grande publicidade para venda seja do que for, no caso do filme pouco me interessou a sinopse apenas quis saber mais sobre o mago brasileiro.Pode ter sido uma opinião minha mas a trama me fez ter a sensação de passar corrida, como se não quisesse se aprofunda em algumas partes da vida de Paulo, falou de leve, mostrou somente as bordas e não o fundo mesmo que desejávamos ver, concordo que explora pontos importantes como sua relação complicada com seu pai Pedro na história vivido pelo ator Enrique Diaz, que alias esta muito bem em cena e é responsável por uma das partes mais emocionantes do filme ( talvez a unica), as cenas em mostram o menino internado e levando choque elétrico para curar um possível desequilíbrio foi sensacional, porém algo que me incomodou um pouco foi a insistente forma de mostrar que Paulo não desistia de ser um escritor, as cenas já falavam por si não era necessário conter um texto no qual ele fala o tempo inteiro em ser escritor, em ter máquina de escrever, me pareceu um pouco forçado como se não confiassem totalmente que o público fosse entender a mensagem passada em suas cenas.
Não sei se é a melhor história de Paulo Coelho como o título nos faz acreditar, mas certamente é interessante entender como ele chegou, onde chegou, como pode ser o escritor mais traduzido no mundo, ate mesmo do que sheakspeare. Talvez pela importância do mesmo deveria ter sido feito com um pouco mais de calma o roteiro, ele corre demais, tem momentos que me
perco na história, em outras horas o passado parece mais interessante que o presente.
Não Pare na Pista mostra a vida de Paulo Coelho em três tempos, o ator Ravel Andrade estreia na telona interpretando o futuro compositor e escritor em sua conturbada adolescência.
Júlio Andrade, seu irmão famoso, vive Coelho na fase adulta, época da famigerada parceria com Raul Seixas, e nos dias atuais, já estabelecido com um dos autores mais lidos do mundo. Para esta última, o ator teve de passar por quatro horas de maquiagem antes
de rodar – trabalho elogiável feito pela mesma equipe de O Labirinto do Fauno.
É curioso notar que Não Pare na Pista busca, desde seus primeiros momentos, uma força dramática que acaba por nunca encontrar.
O diretor Daniel Augusto, estreante em longas-metragens, faz todo um esforço para que cada cena tenha um acabamento visual impecável e potência
cênica – e chega lá -, mas não consegue construir um arco dramático emocional, o que é bem diferente.
Talvez a maior riqueza do filme esteja no elenco afinadíssimo, super bem escolhido, um roteiro bem construído de acordo com o material
que lhe fora passado, de qualquer forma deixa um pouco a deseja mas nada grosseiro ou que estrague a simpátia do mesmo. Nota: 7,0


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