segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

DREDD

Com direção de Pete Travis, Dredd aproveita sua trama simples, vinda do roteiro de Alex Garland, para contar com uma execução competente que não deixa o ritmo se perder. O mais interessante foi o fato do roteiro ser simples, com isso se tornou um filme de fácil compreensão, tanto da história quanto do ano em que ela se passa. A história acompanha um dia na vida do juiz mais durão de Mega-City-1, uma metrópole onde moram mais de 800 milhões de pessoas, arremessada em uma onda de criminalidade incontrolável. Dredd precisa fazer a avaliação de uma nova recruta, a Juíza Anderson (Olivia Thirlby muito bem no papel), que fracassou no teste para se tornar um juiz, mas está recebendo uma nova oportunidade por conta de suas habilidades psíquicas ( ela consegue entra na mente das pessoas, lê seus pensamentos e ve-los). O crescimento da personagem ao longo do filme é uma das mais gratas surpresas, ela começa como uma “inexperiente e medrosa" e termina como uma "verdadeira juíza".Ponto para Olivia, que eu não conhecia por sinal. E esse é o conflito que o expectador acompanha durante os 95 minutos do longa. Direto e cru como eu de fato confesso que não esperava que esse filme fosse, agressivo em diversos momentos, trazendo ao expectador tiros incontavés, perseguições, pancadaria e muito sangue espirrando na tela ( que deve ter ficado mais legal em 3D). A dupla recebe um chamado para atender (dentre dezenas de outros tinha que pegar o pior), o que os leva ao "foco" da perigosíssima Ma-Ma (Lena Headey, sensacional no papel, uma interpretação majestal), responsável pela produção e distribuição de uma nova droga chamada Slow Mo ( há se isso chega no brasil), que está se espalhando por toda a metrópole como um câncer. Deste ponto em diante, os nossos queridos juízes são encurralados no prédio, quando Ma-Ma oferece uma recompensa para quem capturar os dois, isso chama atenção até mesmo de outros juízes corruptos ( nossa, parece o Brasil). Karl Urban esta impecável em seu papel como Juiz, impiedoso, incorruptível e agressivo ( com os bandidos claro). Garland começou a escrever o roteiro em 2006, apesar do desenvolvimento do novo filme, sem nenhuma relação com a adaptação de 1995 Judge Dredd ( estrelado por Stallone) , não ter sido anunciado até dezembro de 2008. As filmagens começaram em novembro de 2010 usando câmeras 3D em cenários práticos e locações nas cidades de Joanesburgo e Cidade do Cabo, África do Sul. Engraçado que vejo críticas de diversos filmes falando sobre coisas clichês, sobre momentos parados, sobre má interpretação, enfim mas em Dredd é tudo oposto, as interpretações são o ponto alto na minha opinião, as cenas extremamente bem feitas e bem detalhistas não sei se pelo fato de ter sido exibido nos cinemas em 3D mas percebo uma seleção muito bem feita de efeitos e visual. Por falar nisso Dredd foi lançado em 7 de setembro de 2012 no Reino Unido e em 21 de setembro mundialmente. Os críticos em sua maioria elogiaram os efeitos visuais, o elenco e a ação, mas criticaram a falta do elemento satírico presente nos quadrinhos e a violência excessiva ou seja nunca estão satisfeitos com os filmes por maior que seja sua evolução mas como o nome já diz são críticos, precisam nem que seja procurar um motivo para críticar. O filme é intenso, forte, violento, ousado enfim é tudo aquilo que eu não imaginei que seria, acho que por isso ficou perfeito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário