PARA TODOS AQUELES QUE ASSIM COMO EU AMAM FILMES E NÃO PERDEM UMA NOVIDADE NO CINEMA ENTRE E DIVIRTA-SE À VONTADE O CINEMA NA TELINHA DO SEU PC.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Meu País
Ainda existe muito preconceito com filme nacional, isso é um fato, mas não posso deixa de dar razão as pessoas, realmente o cinema nacional vem melhorando muito mas não o suficiente para apagar erros do passado mas quem sabe já dar uma prévia do que esperar do futuro. Dois pontos altos do cinema nacional na minha opinião nos últimos anos tem sido as comédias que graças a deus tem sido feitas com humor ( sim, debochei)e os dramas alguns regados de ação outros de emoção e é nessa de emoção que embarca Meu País.
A história começa com Marcos (Rodrigo Santoro mandando muito bem no papel) recebendo uma ligação em Roma, onde trabalha. Informado da morte do pai (Paulo José), ele deixa o trabalho de lado e volta ao Brasil, acompanhado da namorada (Anita Caprioli). Já no país reencontra o inconsequente irmão mais novo, Tiago (Cauã Reymond), e descobre uma bomba: o pai teve uma filha com problemas mentais, Manoela (Débora Falabella), e a manteve escondida por mais de 20 anos. Internada em uma clínica, ela precisa deixar o local. É através dela que Marcos passa por um processo de redescoberta, de si mesmo e da família.
Falabella conseguiu interpretar uma personagem deficiente sem em momento algum cair na caricatura e também sem perder um pouco da graciosidade que sempre lhe marcou.
Embora tenha saído ignorado pelas premiações do Festival de Paulínia deste ano, achei bem realizado e sensível este drama que foi realizado por um brasileiro que nasceu em Londres, cresceu em Roma, foi assistente de Bertolucci e estudou cinema em Nova York mais ainda sim um estreante na direção mas que por sinal manda muito bem.
Claro que todo filme seja ele da nacionalidade que for comete seus deslizes, pude encontra pelo menos dois: O personagem de Cauã que não diz muito sobre seu desfecho algo que poderia ser aproveitado, ele vive um irresponsável que gasta dinheiro todo que ganha na empresa do pai com jogo, com baladas, com drogas, em certo ponto acaba devendo uma fortuna a um agiota ( nicolas siri que eu nao gostei no papel) e acaba sendo ameaçado de morte por ele, quando esta em um momento tenso no qual a arma esta sendo apontada para ele, seu irmão Marcos ( santoro) é avisado por Manoela, o mesmo se mete na briga, diz que pagará o que o irmão deve e pronto acaba-se o problema, algo que não poderia passar em branco, afinal ele é um viciado quem garante que não fará de novo? Custava dizer que quem o salvou foi Manoela? A mesma que em certo momento de estupida crueldade é chamada de "Retardada" pelo mesmo.
Alias o personagem de Cauã que eu inclusive acho um bom ator esta muito semelhante a outros ja vivido como por exemplo em " Estamos Juntos", não sei mais fiquei com a ideia de repetição.
Gostei muito de ver o trabalho e a construção da relação antes inexistente entre os personagens de Santoro e Debora, não foi algo forçado e muito menos de uma hora para a outra, foi algo que aos poucos foi bem construído, foi planejado, Manoela aos poucos vai cativando Marcos que muda de personalidade o tempo todo, no começo do filme um empresário certinho com pouco afeto ao pai, em alguns segundos alguém prático que apenas quer resolver tudo e abri mao de todos os bens que o pai deixa, querendo que seu irmão fique com tudo, deixando claro que não quer criar mais laços com o pai mesmo depois de morto, logo em seguida um menino assustado tentando descobrir o que fazer com uma irmã que depende dele e se apega a ele.
Dou meus parabéns a Santoro, interpretação bem humanizada, intensa e emocionante.
Quando preciso critica-lo eu critico mas dessa vez devo concorda que ele esta òtimo. Debora Falabella é o foco principal do filme e consegue dar um tom único a Manoela, nada caricato como eu já havia dito, sensibilidade que só poderia transparecer através de sua brilhante interpretação.
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