sábado, 21 de fevereiro de 2015

FoxCatcher - Uma História que chocou o mundo

         Em 1988, um assassinato chocou os Estados Unidos por envolver uma das famílias mais abastadas do mundo. A "Dinastia Du Pont", que iniciou sua fortuna durante a Guerra Civil americana, fornecendo munição e mais tarde se consolidando na indústria de químicos.
         Bennett
Miller, de filmes como Capote e Moneyball, vai mais uma vez em busca de um fato que ilustra a gradual mudança de seu país e conta tal crime em Foxcatcher. No longa, Steve Carell (que esta extremamente diferente)  vive John du Pont, herdeiro da fortuna da família e homúnculo desejoso de um lugar ao sol, para escapar da longa sombra da mãe autoritária. Seu hobby é a luta greco-romana, que a matriarca considera "menor" ( o que fica um pouco oculto na história, os olhares de reprovação dela são nítidos mas o motivo não é bem esclarecido)
        Mas são as atuações o que FoxCatcher tem de mais brilhante, com destaque absoluto para Steve Carell, merecidamente indicado ao Oscar de melhor ator, mesmo eu achando quase impossível ele levar,  conhecido por sua atuação como comediante, Carell nos entrega um de seus melhores trabalhos no cinema - suas expressões, o ar confuso e por vezes coberto de súplica e seus trejeitos ajudam na construção psicológica de um personagem tão complexo e com uma certa maldade no tom.         Channing Tatum, preciso e convicente, definitivamente mostra que pode ir além de seus besteiróis, pelo seu lado físico modificado é notável que ele se entregou completamente ao papel. É preciso reconhecer: como em Capote ou em O Homem Que Mudou O Jogo, a direção precisa de Miller é trampolim para atuações que escancaram o que os atores possuem de melhor.
        O filme ainda ganha corpo com a ajuda de um trabalho marcante da direção de fotografia. Em meio a paisagens solitárias e imagens carregadas de simbologia, Greig Fraser aprofundou o retrato das personalidades de cada um dos protagonistas. É realmente maravilhoso perceber como a essência emocional é construída cena a cena.
Acaba se desenvolvendo uma relação de amor, odio e egos feridos com o entao triangulo de tatum, carel e Rufallo. Dessa nova leva de filmes que andei vendo, Mark Rufallo tem me chamado muito atenção em especial por seu trabalho em "Normal Heart" não sei o nome que ganhou aqui no Brasil ou mesmo se chegou aqui e em "Mesmo que nada der certo" no papel de um produtor musical falido, por sinal esse filme esta concorrendo por melhor música no Oscar, Fox pode ter errado em muitas coisas mas acertou em cheio nos atores chamados.

Nota 7

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